Chevy C-10 1972, carro-show da Earthquake, cola sua agressividade e imponência no asfalto: sistema de áudio e forte motorização formam dupla indomável

Texto: Vitor Giglio
Fotos: Ricardo Kruppa

Quando falamos de tuning, geralmente, os exageros são vistos com bons olhos. E não há palavra que melhor defina esta customização do que “exagerada”. Em todos os aspectos!

Modelo C-10, de 1972, esta picape Chevy fotografada em Las Vegas, nos Estados Unidos, não economizou em novos acessórios e adereços. Carro-show da fábrica norte-americana de equipamentos de som Earthquake (terremoto, em português), o bólido faz jus ao nome e promete abalar as estruturas por onde passar com a combinação de seu agressivo sistema de áudio com sua invocada preparação.

O nascer do Sol

A generosa lista de exageros da Chevy tem início pela parte estética. O destaque inicial é a pintura PPG no estilo saia e blusa, com as colorações Daytona Sunrise Orange e bordô separadas por um friso branco. As portas foram reformadas no estilo suicide. Os para-choques foram retirados e na frente foi adicionada uma grade da Billet Specialties.

No cofre do motor os para-lamas internos foram dispensados e a parede corta-fogo, recuada. Uma barra estabilizadora foi adicionada na parte superior do compartimento. A picape foi calçada com rodas Bonspeed de 22” e pneus Toyo da linha Pretentious.

Tudo novo

O interior também não abre mão de novos acessórios. O local foi inteiramente revestido com novos materiais, sendo carpete utilizado no assoalho e laterais de porta, e couro nos assentos.

Os novos instrumentos no painel são da Dakota Digital, enquanto volante, coluna e pedais são assinados pela Colorado Custom. O novíssimo painel é inteiramente desenvolvido em fibra de vidro.

Sobe som

Por se tratar de um carro-show da Earthquake, não era de se esperar menos do que a Chevy possui. No interior, DVD player 2 din Valor e monitor de 21” dividem espaço com um par de kits componentes (duas vias).

Na parte de trás, quatro subwoofers de 12” foram posicionados na caçamba. Estéreo e subs são impulsionados por um par de amplificadores também Earthquake.

Imponente

A motorização original da veterana não daria ao projeto a intensidade que ele necessitava. Portanto, foi substituída por um respeitável propulsor LS2 V8 de 6.0L, com câmbio automático de quatro velocidades, conjunto extraído do Corvette C6. Uma turbina Procharger (supercharger) acompanha. Escapamento Flowmaster e freio a disco nas quatro rodas são outras modificações.

A suspensão agora é a ar, da Vintage Air, com um sistema independente em cada um dos eixos.

Foram necessários três meses de trabalho árduo na oficina AZ Auto Parts para que o projeto fosse consolidado. Esforço recompensado, já que o resultado final agrada brasileiros do Oiapoque ao Chuí e norte-americanos da Flórida até o Alasca.